“sleep tight and kisses to bring you courage for reading!” - with those kisses I read the whole book, darling. OH YEEEEEEEEAH!

“sleep tight and kisses to bring you courage for reading!” - with those kisses I read the whole book, darling. OH YEEEEEEEEAH!

Elaiá..

Nossa, se tem uma coisa que me apavora são essas cobranças de quando se está com alguém. Pior ainda, é quando tu não está nem com a pessoa (porque ela está longe) e mesmo assim as cobranças acontecem.

Sinceramente, penso muito em não casar. Vou ter meus filhos, mas não vou casar. Cada dia que passa tenho mais certeza disso.

Tenho pavor, fico agustiada e sufocada, de uma forma que não sei nem explicar, quando começam as cobranças. Não é porque tenho medo de responsabilidade não, muito pelo contrário. Sou a pessoa mais responsável que eu conheço, sem falar isso pra me achar ou algo parecido. Mas sabe quando as cobranças não fazem sentido? Ou são injustas? Então, e se tem uma coisa que me deixa louca, fora do sério, é injustiça.

PelamordeDeus. O pior é quando isso acontece com um cara que tu falou 2 vezes na internet, que mora na puta que pariu (tipo, muitas muitas milhas de distância) e que simplesmente se apaixonou por você conversando num site de estranhos, onde pessoas de todo o mundo entram. Tipo, alguém me dá um tiro por me dar ao luxo de me estressar com uma coisa dessas? Obrigada.

Foda é não conseguir ser grosseira. Papai e mamãe me deram muita educação. Pior é que normalmente eu digo o que penso se não concordo (quem me conhece sabe como é. Sou bem incisiva - Graças à Deus!), mas quando são homens (no sentido relacionamental da parada) eu não consigo, não de cara. Pelo menos foi isso que aconteceu com meu último namoro (que também foi o 1º) e é o que tá acontecendo agora. Se alguém viesse reclamar pra mim que tá se estressando com um mané da puta-que-pariu que só falou 2 vezes, eu ia dizer: “pelo amor de Deus, né? Cria vergonha nessa cara, bloqueia o mané e esquece. Life goes on”. Quem disse que consigo fazer isso? Tô aqui: sufocada, nem gosto do piá, ele nem é tão gatinho assim que valha à pena; e mesmo assim, só consigo ser educadinha. Foda é fazer coisas que não se quer fazer, ainda por cima. NÃO, NÃO! 50 chibatadas aqui, por favor?

Socorro. Não consigo nem respirar. Enquanto escrevo aqui, o mané fica lá perguntando coisas que ACABEI de dizer que não quero falar. NÃO ENTENDEU OU QUER QUE EU DESENHE? Fuckkkkkkkkkkkk.

Tô com dor de cabeça até. Pode um troço desses? Não né. Vou bloquear a criatura do submundo e só vou aparecer daqui uns dias, com um papo bem mala pra ele ver que não gostei, não gosto e não vou gostar. De nada.

Tô achando que só fiquei assim porque o cara tem muitas coisas em comum comigo. Ele ama a inglaterra, o sonho dele é morar lá. Ama todas as bandas e filmes que eu amo. Ama livros. Canta. E canta que nem o Josh Turner. Enfim, mas isso tá me fazendo um mal absurdo.

E o pior é o cara te cobrar porque tu não quer fazer certas coisas. Onde já se viu isso? Ainda alegando, veementemente, que ele não está sendo apressado coisa nenhuma. Tipo: vai que ele é um psicopata? Sei lá..

Tá bom, tá bom. Agora chega. Já é 23:30hs e estou aqui, perdendo meu sono por causa disso. Que Deus me abençoe e me dê forças pra afastar esse cara, e eu vou ter, com toda certeza.

Boa noite.

Yeah, he found a girl.. I think I’m ok.. Wasn’t I who sent him away in the first place? Time is the great remedy, it will go away sooner or later..

Ô vidinha.. But I will get better. I was better. It was just seeing him for 2 seconds and then the only things I could remember of was the beatiful, great moments I had by his side and how I, coldly and heartlessly, ended it up. I regret it, but now it’s done, for almost 3 months now. He’s getting along with his life, but I know he’s not ok with it either. He’s not taking care of himself, he’s got some weight, he definitely needs a shave and he couldn’t look me in the eyes. I don’t know if it is sadness or hate (I don’t think it’s the last because if it was he wouldn’t have called me in my birthday) but either one or the other, they both kill me. 

Conclusões

A vida continua, graças à Deus.

Não posso dizer outra coisa a não ser: Não poderia estar melhor. Cheguei a conclusão de que um “luto” (entenda-se luto como um sentimento de perda, de tristeza por essa perda) é como um incêndio. Queima tudo e machuca, mas permite a renovação de tudo aquilo que se foi. E normalmente essa renovação é positiva. Bom, pelo menos pra mim foi.

Passei umas semanas bem cabisbaixa mesmo, chateada e com medo. Me questinei diversas vezes: “será que eu fiz a coisa certa? Será que eu joguei fora, literalmente, uma pessoa que poderia me fazer feliz, que poderia ser ótima pra mim, que seria a minha ‘alma-gêmea’?”. Lógico, eu não saberia responder isso, acho que não sei responder isso nem agora que estou bem, mas isso me atormentou.

Chegou um momento que não falava mais nada. Fiquei com medo de começar a incomodar as pessoas com os meus problemas e tormentos. Guardei tudo dentro de mim. Olha, vou dizer pra quem quiser ler: foi ótimo. Aprendi que em certos momentos a gente DEVE calar, coisa que nunca foi fácil pra mim. Quando eu tenho um problema, saio correndo pra contar pra alguém. Tudo que poderia ser dito sobre o assunto (ou até mais) já foi dito. Revirar tudo de novo e de novo traz a falsa sensação de alívio, de desabafo, mas não é isso que acontece. Isso só traz a tona a areia que estava se assentando no fundo do rio de novo. E pra calmaria aparecer e permanecer, é necessário que esse assentamento aconteça. Calando eu percebi isso. Deixei tudo aquilo baixar e eu pude olhar tudo com melhor clareza “de cima” (de uma forma bem lúdica). Sinceramente, foi uma benção.

Depois, conversei com meu amigo e ele me ajudou a esclarecer o resto das coisas que faltava. Depois dessa conversa eu parecia uma fênix, me renovei absurdos. Foi a partir desse dia que decidi que meu luto havia acabado. Tudo que haveria para sofrer já tinha sofrido. Afinal, de certa forma, eu fiz essa escolha. Não sei se ter continuado teria sido menos doloroso, mas isso eu nunca vou saber. :)

Só pra finalizar, não vou cobrar nada de ninguém. Um relacionamento é (é para ser pelo menos) uma via de mão-dupla. Ambos tem que ceder e ambos tem que se adaptar. Claro que isso nunca é fifty-fifty, mas acho que quando somente uma pessoa faz tudo e a outra não é capaz de admitir um erro, isso é egoísmo. E egoísmo, meus amores, não leva à nada. Nada de nada. De que adianta permanecer egoísta? A bosta toda vai ficar presa dentro de si mesmo, até que tome uma bem dada nas fuças que essa bosta toda exploda. Aí suja tudo, fede tudo. É feio e é difícil. Humildade faz MUUUUUUUUITO bem, e PASMEM! SER HUMILDE NÃO É SE HUMILHAR! É sério, pode acreditar. E faz um bem interior tão grande!

E por fim (agora eu juro que termino) só gostaria de agradecer por ter me proporcionado essa experiência. Eu aprendi MUITO com isso tudo. Aprendi a ser mais paciente, compreensiva, aprendi que idade não é fator indicativo de maturidade e melhor: aprendi a ME AMAR mais, acima de tudo. De nada adianta amar as outras pessoas se não se consegue ter amor próprio. Hoje sou uma pessoa melhor por tudo isso que aconteceu, e por isso tenho uma dívida, por assim dizer.

Beijos e eu vou voltar pros meus estudos agora! :)

Thank you so much, Gabito Nunes

MUITO MUITO MUITO MEDO DESSE TEXTO! Falando muito sério? Parece que foi escrito por mim. GRAÇAS A DEUS EXISTE ALGUÉM NO MUNDO QUE PASSOU PELA MESMA COISA QUE EU. Pelo menos não estou sozinha!

O texto é de Gabito Nunes.

Não, não fica bem aparecer por lá agora, ainda. Faz só uma semana.  Ele vai estar naquela fase em que o canto dos pássaros na janela não lembra música, só ruídos verde-escuros. Ele está bem, evidente que está. Tem trinta e dois dentes, barba, um amigo que outro, discos do Nirvana, quem não estaria? Não, não, chorando já é pedir demais. Outra? Duvido muito. Os primeiros dias, vinte ou dez, a gente se dá conta de que não tem mais ninguém pra se arrumar, perfumar, ficar pronto. Ele deve estar com aquela calça cinza de algodão, caminhando de meias pela casa, apoiando a testa no vidro da janela, de vez em quando. Tomando coragem de olhar pra rua e o que vem por aí, depois de você.

Não, não telefona. Me espera chegar. Do mesmo, de nada vai adiantar. Ele está justamente esperando por isso, testando as possibilidades, do fixo pro móvel, e vice-versa, pra checar mesmo se ambos estão cumprindo seu papel. E tá tudo em cima, funcionando, não vá estragar todo o processo de cura, os primeiros dias são elementares. Telefonar de bobeira pra ficar em silêncio do outro lado do mundo, enquanto ele espera que você diga “estou-arrependida-posso-voltar?”. Pra quê? Ele até já ensaiou o timbre pra dizer, como vai desdenhar um pouco de início, depois apresentar seu disfarce em condições infantis, aquele jeito frágil querendo parecer forte só pra mostrar que pode te proteger num anoitecer de segunda-feira.

Você não terminou porque precisava de mais atenção? Então, criatura. Agora é o que ele mais precisa, depois de ouvir “não-dá-mais-vamos-terminar-isso-antes-que-alguém-se-machuque-mais”. A não ser que você queira parecer louca, aí guardo suas costas, vá em frente. Se ele for realmente o Grande Amor da Sua Vida? Não é, vai por mim, a gente sempre sabe. Não pense maluquices. Ainda é cedo. O tempo pra surgir um novo amor leva uma eternidade, não se engane. Agora serão apenas uns casinhos sem importância, ele vai cultivar dois ou três, todos com a cor de cabelos, a voz e o cheiro bem diferentes dos seus. E mesmo que alguém apareça, o alarme dele não vai soar.

Não, você não é insubstituível. Mas também, o que você queria? Uma espécie de hipoteca amorosa? Um estepe sentimental? Não é assim. Ele é bacana, vai encontrar outrem um dia, vai conquistá-la com o mesmo mel que grudou você, ninguém perde a manha. Um pouco de ciúme é natural, poxa vida, você é gente, isso é parte integrante. E, fatalmente, vão se cruzar por aí. São tantas as esquinas. Vocês vão beber um café quente juntos, falar amenidades, sobre novos cortes de cabelo, você está bonita, e você mais maduro, como está sua mãe e tudo mais. Nos momentos de silêncio, baixarão o queixo, com medo de amarrar olhares e, talvez, voltar tudo aquilo outra vez. Mas vai ser só isso. Se existem outros caras legais por aí? Claro que sim. Vai por mim.

- Muito obrigada, de coração, a G. Nunes, por ter escrito isso. Ainda estou muito chocada com a forma que isso serviu exatamente, em cada detalhe (os principais em negrito).

Agora me dá licença que vou ali ouvir uma música e pensar na vida. :)

:~

I can’t say it was the best Easter of my life.

Que merda. Que merda tu ter que fazer uma coisa contra a tua vontade mas a favor da necessidade. Eu juro por Deus, que nunca me senti assim na vida, dividida mas decidida. Meu coração dói dói dóóóói demais, mas eu gosto mais de mim. Fiz isso por mim, pro meu próprio bem, acreditando que isso é a coisa certa a se fazer. As vezes dá vontade de ceder à essa dor e voltar atrás, mas eu não posso fazer isso.

Acredito que quando alguém gosta de ti, ela se adapta a ti pra que o relacionamento seja o mais equilibrado possível. Eu fiz isso, Deus sabe o quanto eu fiz. Mas eu não posso continuar fazendo tudo sozinha. Não posso continuar permitindo essa falta de respeito (não consigo achar outro nome pra o que estava acontecendo). Debochar, não enxergar nada além do próprio umbigo, desdenhar e tantas outras coisas que eu julgava impossível sair de uma pessoa estudada, inteligente, autosuficiente e com 30 anos na fuça.

A cena da partida não sai da minha cabeça. O barulho do anel batendo no chão também não. Mas Deus é tempo e é pai de tudo e Ele há de me ajudar. Porque se Ele não fizer, eu não sei o que vai ser de mim.

Só um desabafo desesperado.

“Power is made by pure manipulation, and we keep on running to protect our situation”

Jonh Mayer - Vultures

Hoje vou começar com essa frase do John Mayer que resume bem o que vem acontecendo nos últimos tempos na minha faculdade. Na verdade, na minha sala.

Esse post é mais um desabafo do que outra coisa. Falta de educação e gente desequilibrada estão tomando conta daquele lugar. Não consigo acreditar nas coisas que eu ando vendo por lá. Agora já não se pode mais dar opinião alguma.

Gente, discordar de alguma idéia alheia não é nenhum crime, e como eu já disse pra algumas pessoas: “vamos parar de fazer tempestade em copo d’água”. Eu só queria mesmo um pouco mais de respeito das pessoas.

Eu fico ainda mais abismada com a cegueira das pessoas com a sua própria situação. As pessoas estão fazendo MERDA e ainda acham que estão completamente certas. Pior, ainda tentam “virar o jogo” pra fazer das outras pessoas culpadas. O típico “tirar o cu da reta”.

E como diz na música: “and we keep on running to protect our situation” é o que está acontecendo com as pessoas daquela sala. O problema é que se todo mundo continuar baixando a cabeça pra esse tipo de gente, a merda vai continuar rolando solta. Eu faço a minha parte, eu enfrento de vez em quando, porque chega uma hora que não dá. Só que eu não vou, não posso, não quero e não devo ficar brigando o tempo todo com as pessoas. O marasmo desse povo me maaaaaaata!

Sério, isso me irrita. Mas eu sei que a vida se encarrega de ferrar com todo mundo pra fazer aprender alguma coisa (não me excluo disso). O que mais me preocupa é que essas pessoas vão se formar MÉDICOS, pessoas que não sabem tratar um colega bem, quanto mais um paciente. Tem gente dessa laia que quer ser ONCOLOGISTA! Dá pra crer nisso? Primeiro, oncologista tem que ter um amor no coração que não existe, segundo, tem que ter no mínimo delicadeza (coisa que falta pra CARALHO nesse povo), e sem falar no desprendimento espiritual, pela perda constante de pacientes e de ter que lidar com uma doença tão séria.

NÃO ESQUECER: Fazer lista de pessoas que eu nunca vou encaminhar um paciente.

Enfim, isso foi mais um desabafo mesmo, de uma pessoa que está cansada de ver coisas erradas acontecendo e se vê indignada por ser a única que faz algo pra isso mudar. Mas não tem problema, isso passa e eu vou estar com a minha consciência LIMPA! ;)

Um beijo

Música muito muito lindinha! :)

Isn’t it strange?
The way things can change
Life that you lead turned on its head
Suddenly someone means more than you felt before
House in its yard turns into home

Primeiro post de 2011, por que não começar com esse trecho de uma música que eu adoro (“Ache” do James Carrington)? Ela retrata um pouquinho dos acontecimentos do ano que passou.. É realmente estranho como as coisas podem mudar mesmo, e as vezes tão rápido que só dá pra notar lá a frente. Se eu mudei alguma vez na vida (e a gente tá sempre mudando né..) 2010 foi, com certeza, o ano que mais mudei. Aconteceram coisas que me fizeram mudar minha forma de não só ver, mas encarar o mundo. Minhas atitudes mudaram, e pra muito melhor.

O choque e a decepção que tive em um certo momento do ano passado acho que foram o impulso que eu precisava. Depois daquilo eu percebi que quanto mais as pessoas falam que alguma coisa é certa ou errada e se acham donas da verdade é quando elas estão mais cegas e mais erradas. Eu fui levando minha vida de uma forma muito direcionada (por assim dizer..) e não parava pra questionar nada que era jogado em cima de mim. Mas aí, como dizem, as máscaram SEMPRE caem.. E as máscaras caíram, e mostraram que por detrás delas tinha um rosto completamente diferente. Quando alívio do peso que eu carregava nas costas.. Só DEUS sabe, só ele mesmo! Lição aprendida: Maldade não tem rosto.

Depois disso até com meus pais, dentro de casa, eu mudei. Mudei horrores. Sempre me trataram como um filhote indefeso (e ai de quem reclamasse disso). Não que eu não concorde com isso, eu não sou mãe ou pai, então não posso dizer ainda. Mas eu acho que com 20 anos na cara dá pra parar com certas coisas que estavam me sufocando.. Uma vez fui numa mulher que me disse que nunca era pra deixar podarem minhas asas, agora eu sei o que isso quer dizer.. Aí deu a louca, comecei a ir de carro pra faculdade sob protestos da minha mãe e sob o apoio do meu pai. Dali um tempo peguei o carro sozinha e fui na festa de Natal na casa do meu professor, a noite e debaixo de uma chuva torrencial. Agora mami já confia em mim, mas ainda fica meio receosa.. Acho que vai ser assim sempre. Acho que ela ainda vai ficar acordada esperando eu voltar. E eu AMO ela demais por isso. Consideração de mãe não existe igual. Só não quero que me sufoquem, só isso.. Hihihi. Lição aprendida: Insista no que acredita e tenha muita PACIÊNCIA. Paciência é a chave.

Aí veio a viagem pra São Paulo. Caraca, eu viajei sozinha pra “selva de pedra” e fiquei 1 semana fora de casa só com a Ana Paula no Curso de Monitores de Técnica Operatória (que eu ainda agradeço pela oportunidade dada pelo Prof d’Acampora). Lembro quando minha mãe reclamava que eu não saía de casa (sempre fui EXTREMAMENTE caseira, ficava lendo, vendo tv, essas coisas. Nunca gostei de baladinhas), ela dizia que quando eu fosse sair de casa eu ia sofrer um horror porque não ia conseguir ficar longe dela, acabou que ela tava agoniada já pra eu voltar já no segundo dia que eu tava fora! Hahahaha.. Foi muito bom ver a carinha dela quando eu voltei pra casa! E eu sobrevivi! :D

E entrei na liga da Cirurgia Plástica.. Lá muitas coisas foram mostradas pra mim: o fato de que vou fazer Cirurgia como especialidade, e que a subespecialidade vem se mostrando um caminho obscuro e cheio de curvas (qualquer dia desses eu escrevo o porque). Além disso, foi onde conheci meu namorado. Foi tudo bem louco, e tudo começou por causa de uma enfermeira maluca que disse que era pra ele ficar comigo porque a gente ia fazer um bom casal, no meu primeiro dia de estágio. Acabou que ela tinha razão, ainda não fui agradecer ela (nota mental: agradecer a enfermeira assim que eu botar meus pés de novo no hu). Lição aprendida: Vale a pena esperar ;)

A minha experiência como líder de turma foi outra lição. Eu já tinha sido antes, algumas vezes durante meu ensino regualr, mas com essa turma foi muito diferente. Quando o Juarez desistiu fizemos um conselho (eu e mais 3 colegas) e nos dividiríamos nas tarefas. Acabou que isso não deu certo, e eu só me dei conta quando o Prof. Bins Ely disse em resposta ao nosso conselho “Um povo sem líder é um povo sem nada”. Aí o pessoal me nomeou como representante da turma e eu acabei aceitando, coitada, sem saber o meu destino (que trágico! Hahahaha). Enfim, eu fui a escrava da sala, fazendo as vontades dos coleguinhas (bem educada que eu sou, porque colegas eles não são, nem aqui e nem na China) e indo de um lado pro outro realizando seus desejos. Mas eu digo: Foi porque eu permiti.

Até que fui cansando e cansando. Mandei um e-mail: nenhuma mudança. Mandei um segundo (bem mais grosseiro que o anterior): alguma mudança. Até que no dia de uma das provas de Sistema Cardiorrespiratório, teriam que haver algumas mudanças no gabarito e um pessoal já tinha discutido com o Prof que é o coordenador da disciplina. Ele falou que era pra pegar as questões a serem modificadas e dizer porque, mandar pra mim e eu repassaria pra ele, porque eu sou a líder e ele queria que fosse assim pra ficar organizado. Uma colega veio me dizer o que tinha que fazer e eu disse que era pra ela fazer isso e me mandar que eu encaminharia pro prof já que ela e mais os outros colegas tinham discutido. Minha coleguinha nada satisfeira começou a reclamar questionando porque eu tinha aceitado ser líder se não fazia o que era obrigação minha. AAAAAAH MEU DEUS, o bagulho ficou louco (como diz meu pai). Comecei a ficar vermelha e a mandar ela se catar porque não era escrava dela e de ninguém naquela sala (sendo que ela vivia dizendo que eu era maravilhosa pelas coisas que eu fazia pela turma). Até o professor, que é um lord disse que eu não era obrigada a fazer tudo sozinha. Enfim, lição aprendida: As vezes é preciso gritar para se fazer ouvida. E não deixe ninguém montar em você!

Eu sei que ninguém vai ler isso, e isso é um alívio.. Hahahaha, mas é bom escrever.

Espero que 2011 seja um ano ma-ra-vi-lho-so. Tão bom ou melhor que 2010! E que todo mundo tenha muita felicidade, paz, amor, realizações e sucessos!

Eu vou continuar na minha caminhada na Medicina, minha paixão sem remédio. E eu espero de coração que tu encontre a tua caminhada, porque não tem nada melhor que encontrar o teu destino. Não fuja dele e ele te receberá de braços abertos!

Um beijinho de esmeralda :*

Dia diferente

Bom, eu sei que faz tempo que não apareço por aqui.. Na verdade, minha vida anda tão corrida que mal tenho tempo pra mim (pra não dizer que não tenho tempo algum). Tenho tido muitas provas e a correria tá desumana, mas tudo bem. Tenho feito umas coisas meio doidas pra dar conta de estudar, tipo dormir à 0h e acordar as 5h da manhã, ou as vezes até às 4h e pouco.. Hoje eu simplesmente estou mor-ti-nha da silva. Minha cabeça dói de cansaço e mal consigo manter meus olhos abertos, e acho que por isso tô escrevendo aqui, pra ver se acordo um pouco.

Bom, hoje tive uma tarde peculiar. Como já contei, estou frequentando o eságio da LACiP e hoje era meu dia de estágio. Começou sendo diferente porque quem foi pro estágio comigo foi a Saminha e não a Ana Paula (elas trocaram porque a Ana Paula tinha compromisso). PAUSA PARA NOTA: A Samia forma quase um quarteto na sala, junto comigo, a Ana Paula e a Alice! Chegamos um tiquinho atrasadas, mas nada alarmante porque eles nunca começam nada exatamente às 13h (a última vez começou às 16h! Hahaha). Chegamos no vestiário do CC e uma enfermeira avisou que a cirurgia da plástica tinha sido cancelada porque a paciente tinha desistido (era uma mamoplastia de redução) e nenhum dos meninos estavam por lá. A gente pensou: “Poxa, que bom! Viemos pra nada então!” Mas aí tivemos a brilhante idéia de fuçar as ooooutras cirurgias que estavam acontecendo por lá (já fiz isso algumas vezes! Hihihihi). Passamos na primeira sala com cirurgia e o paciente tava tão coberto de gente e de campo cirúrgico (até um bem estranho, por sinal.. Nem sei explicar direito.. Parecia um tecido de isopor cobrindo até a cabeça), então fomos nas salas seguintes. Só tinha uma outra sala com cirurgia, e chegamos bem na hora do “vamos ver”. Adivinha a cirurgia? Amputação de perna. BAH! Hahaha

Entramos na sala de fininho, e o cara já estava cortando a coxa do paciente acima do joelho. Meio trash. Lá dentro da sala tava quente pra caramba, e não iam ligar o ar condicionado porque o paciente estava chocando (choque hipovolêmico, que pode levar à hipotermia. Eles não iam facilitar né?), e tu não pode ficar sem máscara, de jeito nenhum! Cara, que cirurgia mais esquisita. É muito muito estranho ver uma perna sendo retirada do paciente, e ela ainda estava rosinha e tudo mais. É uma sensação bem esquisita que a gente sente. Parece um jogos mortais comportado e legal (no sentido de legalidade e não de coisa boa! Hahahaha). Eu achei a cirurgia muito bonita, pra variar, mas bem diferente.

Nós estávamos saindo da “sala dos jogos mortais”, quando damos de cara com um residente da cirurgia plástica. Já catamos ele por lá e perguntamos se ia ter algum procedimento. Ele falou que sim, e mandou a gente ir atrás da paciente, vestir ela, colocar ela na sala de cirurgia, retirar o curativo de cima da lesão (ela aparentemente tinha um carcinoma basocelular - CBC -, gigante), enfim, viramos enfermeiras por um dia. A-do-rei! :D

Fizemos todos os preparativos da paciente, que era uma velhinha de 91 anos, meio senil, muito fofa. A gente conversou com ela e ela ficou contando coisas loucas, típicas da demência senil. Ela contou que tinha feito um filme e que era pra perguntar pro filho dela que estava lá fora esperando ela qual era o nome porque ela não lembrava mais (na verdade o cara era neto dela e ela nunca tinha saído da onde ela morava). Depois ela contou que o filme que ela tinha feito ia sair no cinema agora. Hahaha, enfim, esses tipos de coisa.

Bom, não preciso dizer que a cirurgia não aconteceu. Por ela ser muito velhinha, a anestesia geral não era indicada, tivemos que preparar a paciente só com a local. Quem disse que ela deixou os meninos anestesiarem? Nossa cirurgia na plástica tinha ido pro brejo.. Até que apareceu o pessoal da gineco para salvar a nossa tarde, ou para incrementar a tarde de cirurgias alternativas.

Cara, que vontade de fazer gineco SÓ para fazer esse procedimento (que agora, não tem jeito, não consigo lembrar o nome). É a fatiação de um mioma via transvaginal (videolaparoscópica) com raspagem do endométrio. Meu-Deus, que coisa mais bonita de se ver! Hahahaha. Mas viu, só faria gineco por esse procedimento. E só. UAHEUAEHUAEHUAEHAUE

Bom, acho que por hoje me estendi demais. Tinha tirado umas fotos do CBC, mas meu celular ficou louco e as fotos não estão mais lá. Só tenho uma da amputação, acho que vou por aqui depois. Hihihihi

Beijos